Há gestos que não acontecem em cena, mas que sustentam tudo o que aí se revela. Entre espetáculos, encontros e a descoberta da cidade, o Imaginarius abre espaço a momentos de partilha onde a criação se torna próxima, acessível e profundamente humana. Laboratórios, oficinas, conversas e práticas conduzidas por artistas da programação criam contextos de escuta e experimentação, onde o fazer artístico se cruza com a experiência quotidiana da comunidade.
Estas ações operam num outro ritmo, mais atento e duradouro. Trabalham a transmissão, o encontro entre gerações, a curiosidade e o desejo de continuar a criar. Ao envolver a comunidade local, jovens, escolas, associações e públicos diversos, o Imaginarius constrói um lastro que permanece para lá do festival. Um investimento na dimensão da permanência, onde a mediação não é um complemento, mas uma forma de cuidado, de continuidade e de futuro partilhado.













